Startups: fazendo de Belo Horizonte o “Vale do Silício”

Eles respiram inovação

Quando se pensa em startups, vem à mente o Vale do Silício, nos Estados Unidos, certo? Nem tanto. Não é mais o único local que vem à cabeça. No Brasil, o estado do “mineirinho come quieto” também passou a ser conhecido como um berço das empresas de tecnologia! E, não por acaso, BH é considerada a “Vale do Silício” brasileira no que se refere a startups.

Uma pergunta fica no ar. Por que uma região considerada provinciana passaria a ser conhecida como polo tecnológico? A resposta vem em números e contra dados não há argumentos. Minas Gerais é o segundo maior estado em empresas de tecnologia da informação e biotecnologia. Em Belo Horizonte há mais de 300 startups e nove delas estão na lista das cem melhores do país. Também é nessa capital onde estão localizados o San Pedro Valley – referência mundial para negócios de base tecnológica – e a sede do 1º centro de engenharia do Google na América Latina.

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Elísio, Gilbram e Júlio: estudo e especialização são indispensáveis para o sucesso

Por que startups não param de crescer?

Na contramão da crise, as startups brasileiras crescem cerca de 30% ao ano. Em 2015 foram R$ 784 milhões investidos, 14% a mais do que no ano anterior. São jovens CEOs que geram cada vez mais postos de trabalho, impostos e aumentam a competitividade dos grandes negócios.

Há outra pergunta que intriga. Quais as razões pelas quais elas estão passando ilesas pela crise? A conclusão inicial é que grandes empresas descobriram que investir no ineditismo das startups é uma forma de reduzir seus próprios custos: o mundo está ávido por pessoas que desenvolvam aplicativos, sites e softwares. Outra razão para o sucesso é que falamos de profissionais que não têm medo de ousar e é por isso que nos deparamos diariamente com aplicativos que parecem ter vindo do filme “Matrix” ou do desenho “Os Jetsons”.

Aprenda com eles

A solução de maior impacto global na indústria de seguros partiu de Belo Horizonte. A startup Netbee desenvolveu um sistema para encontrar veículos roubados, reduzir acidentes e gerar economia de 600 reais/ano por veículo. “Não usamos cabos, não tem instalação e nem chip de celular. A solução é dez vezes mais barata do que qualquer outra existente no mundo”, conta o CEO Gibram de Oliveira. Em janeiro deste ano, ele esteve em Madri, na Espanha, para receber premiação da Netbee. “Se imaginarmos uma frota atual de 17 milhões de veículos segurados entendemos que temos muito trabalho pela frente”, comemora.

Os sócios Elísio Júnior e Gibram de Oliveira estão à frente da NetbeeSimplesmente Retrato

Os sócios Elísio Júnior e Gibram de Oliveira estão à frente da Netbee

Já Júlio Figueiredo, responsável por duas startups em Belo Horizonte, abriu mão de carreira promissora em multinacional para empreender. “Mais do que ter uma empresa, meu pensamento foi o de sempre criar e gerar valor, buscar coisas novas”, conta. Por isso, hoje ele está à frente da POP Recarga e inova ao possibilitar que brasileiros “desbancarizados” tenham acesso ao consumo online. “É uma moeda eletrônica rápida e fácil para pagamentos em dinheiro na internet”, explica. Sua outra startup é a TI.MOB Tecnologia e Mobilidade, cujo foco é desenvolver projetos de mobilidade urbana.

Júlio Figueiredo transformou dinheiro em moeda eletrônica com a POP RecargaSimplesmente Retrato

Júlio Figueiredo transformou dinheiro em moeda eletrônica com a POP Recarga

Por trás do sucesso…

O que Gibram e Júlio têm em comum? São inovadores, curiosos, arrojados, inteligentes e, principalmente, estudiosos. Nas entrevistas realizadas ficou claro que os dois têm trajetórias distintas, mas, em algum momento da vida, precisaram investir em anos de estudo, leitura especializada, habilitações técnicas e graduações. Cada um traçou a sua história, mas o caminho para mudar o mundo é mesmo a velha dica dos pais: “Estude, meu filho, se quiser ser alguém na vida”!

Fontes: Associação Brasileira de Startups; Fumsoft; Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e Seed (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development).

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